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domingo, 6 de abril de 2008

O cinemascope como agente restritivo

Nos seus primeiros dez anos de existência, a lente anamórfica (o cinemascope) restringia o enquadramento a planos médios que situassem os personagens e um vasto cenário. É o que se pode observar nesta cena de Esta loura vale um milhão (Bells are ringing), de Vincente Minnelli, musical quase crepuscular realizado em 1960. Judy Holliday, atriz e comediante versátil e inteligente, que trabalha neste filme ao lado de Dean Martin, morreria anos depois de câncer. Daí porque seu nome não tenha se perpetuado. Mas o cinemascope, se usado de maneira revolucionária por George Cukor (Nasce uma estrela/A star is born, com Judy Garland e James Mason), em alguns filmes de Minnelli, pelo qual tenho imensa admiração, o cinemascope é um amuleto para a câmera ficar preguiçosa e evitar o corte no número musical. É o que acontece aqui, neste vídeo, no qual Judy Holliday, ainda que extraordinária, executa todo o numero em plano médio. Na tela grande do cinema, dá para vê-la bem, mas, na pequenez do DVD, ou do You Tube, é restritivo. Perde-se muito.


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