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domingo, 29 de maio de 2011

"Shane": clássico e eterno

Shane, de George Stevens, western clássico, realizado em 1953, provocou imenso impacto naqueles que o viram nos anos 50. Dirigido pelo perfeccionista George Stevens, Shane foi chamado, no Brasil, de Os brutos também amam. O western, o cinema americano por excelência, na definição do crítico André Bazin, estava então no seu auge, mais maduro, incorporando a seus temas problemas psicológicos (Um de nós morrerá, de Arthur Penn), paráfrases ao maccarthismo (Conspiração do silêncio, de John Sturges) etc. Shane, porém, é um western com espírito clássico. O saudoso crítico Paulo Perdigão tinha por Shane quase uma obsessão. Viu-o mais de 100 vezes e, não se contentando com isso, viajou aos Estados Unidos para entrevistar George Stevens para a revista Filme/Cultura. A princípio arredio, Stevens, com o desdobramento da conversa, ficou impressionado com a erudição de Perdigão e, ao final da entrevista, disse-lhe: "Você conhece o filme mais do que eu"