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sexta-feira, 18 de abril de 2008

Et Dieu...créa la femme

O mítico mambo dançado por Brigitte Bardot em Et le Dieu...créa la femme. Sem comentários.

3 comentários:

Jonga Olivieri disse...

Com comentários. E muitos. Putz, quando você diz que BB foi a maior MUSA do cinema de todos os tempos, tenho que tirar o chapéu e lhe dar todíssima razão... é simplesmente sensual a brilhante aparição de “La Bardot” l’eterne femme nesta seqüência maravilhosa da 7ª arte. O seu olhar, sua expressão, seu rostinho entre a inocência e a maldade (no melhor sentido [sacana] do termo). Olha, André, La Bardot arrebenta, arrebata e arremata a beleza feminina. A gente assiste e fica apaixonado. É puro TESÃO...
Juliete faz Eric (Herr Jurgën) ficar doido, o jovem Michel (Jean-Louis Trintingnat), esse nem se fala! Chega à loucura, ao tiro... Aquilo é mulher pra tirar qualquer um do sério, ô meu! Aquele rebolado, aquele OLHAR são para ficar impressos em todos os instantes de quem os tenha visto.
Às vezes fico pensando sobre BB... e concluo o quanto os mitos deveriam sumir como o fez Greta Garbo ou, de certa forma Marilyn Monroe... Resume de l’ópera, adicionei o episódio a “Meus Favoritos”. Está lá... deve ser visto, revisto.
Comentários finais: “E Deus Criou a Mulher” foi condenado pela Legião da Decência, organização ligada à Igreja Católica Apostólica Romana nos Estados Unidos, devido ao seu conteúdo sexual. O que apenas enriquece o seu currículo. E, curiosa a aparição do primo de Edson Arantes do Nascimento no bongô. hehehe!

André Setaro disse...

Devo confessar, já que o assunto é Brigitte Bardot, que ela foi a promotora de meu despertar sexual. O que digo é confessional no sentido agostiniano do termo. Talvez não fique bem num blog. Mas, e daí? O despertar sexual não se deu no cinema propriamente dito, na sala escura de projeção, pois não podia entrar nos filmes de BB, porque rigorosamente proibidos para menores de 18 anos com comissário de menores na porta. A partir do fenômeno de "Et Dieu...créa la femmme", tinha eu meus 7, 8 anos, e as revistas (todas elas) e os jornais estampavam a figura de Bardot. Em algumas revistas, o seu ar "sexy", misturado com um ar ingênuo, tornavam-na irresistível. E sentia-me atraído por ela. Uma atração estranha, que, menino, não sabia bem explicar. Mas era a tal de tesão que já se acordava em mim. Não conheço outra mulher do cinema que tenha exercido tão forte poder sexual sobre esta humilde criatura, que sou eu. BB me fascinava. Queria tê-la só para mim. "Conhecê-la" no sentido bíblico do vocábulo ou, para ser mais "terra a terra": ir para a cama com ela. Mais tarde, já adolescente, nas constantes reprises de seus filmes, vim a conhecê-la "in progress" e "em movimento". Podem ter uma idéia do que aconteceu. "Et dieu...créa la femme", vi-o na descida da década de 60, no Jandaia, a cópia um tanto riscada, mas o fascínio foi imenso, pois ia todo santo dia enquanto o filme permaneceu em cartaz. Depois foram os outros: "Quer dançar comigo?"/"Voulez-vous danser avec moi?", de Michel Boisrond, ("Eu queiru", como dizia Oscarito a Norma Bengell em "O homem do Sputnick"), "O repouso do guerreiro", de Vadim (casada com este, BB o traiu com Jean-Louis Trintgnant), "Vingança de mulher" (" Les bijoutiers du clair de lune, 1958), "As rosas de sangue" ("Et mourir du plaisir" - e era para morrer mesmo, neste caso, porque, neste, tinha ainda a bela italianinha Elsa Martinelli), "A verdade" ("La verité"), de Clouzot, "Vida privada" (Vie privée), de Louis Malle, "O desprezo" ("Le mépris"), de Jean-Luc Godard, entre muitos outros, os quais, citados todos, explodiria este quadrado para comentários do blog. Em "O desprezo", Bardot, logo na segunda tomada, aparece, por algum tempo, o "suficiente", nua, como veio ao mundo, de bruços, na cama, com Michel Piccoli. A mulher do século XX é Brigitte Bardot. Que outra pode se lhe comparar? "Une femme pour quelquer heure". Não,não é nome de filme, não, é uma frase que me veio à mente. Atualmente, muito enrugada, vive a sua velhice a cuidar de animais, como gosta. Viveu a sua vida, no entanto.

Jonga Olivieri disse...

A namorada? A amante? Bardot conseguia nos provocar nos dois sentidos.
Seu olhar meigo, sua beleza trancendental, todo o deu corpo juvenil, certinho, os seios firmes, nada em excesso, tudo nos "trinque", como se pode dizer no`"popular".
Mas, eis que de repente seu meigo olhar se acende, queima, incendeia...
A cena em que Trintgnant a espanca, o seu olhar se transformando da dor à ironia, do medo ao escárnio.
Daí, se pode dizer com letras maiúsculas: PODEROSA BB!
Eu comeria na sua mão... de joelhos...