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quinta-feira, 17 de abril de 2008

Cupido não tem bandeira

Apesar de não ser um dos mais destacados filmes do mestre Billy Wilder, tenho Cupido não tem bandeira (One, two, three, 1961) em alta conta. James Cagney é um executivo da Coca-Cola em Berlim Ocidental. De repente, seu chefe lhe telefona para lhe avisar que sua filha (a exuberante Pamela Tiffin) vai passar uma temporada, com ele. Cagney vive a dar esporros em seu funcionário Schlemmer (Hanns Lothar). Mas o dia-a-dia de sua rotina no escritório vem a ser abalado com a chegada de Tiffin, que, logo logo, se apaixona por um rapaz, Horst Buchholz, que passeia de bicicleta do outro lado do Muro de Berlim, na Oriental, comunista. A situação se complica com o rapto da bela Tiffin pelo rapaz do lado inimigo. No final, resolvidas as coisas, Cagney é promovido e transferido, e se encontra no aeroporto com toda a família reunida. Ele convida a todos para tomar uma latinha de Coca-Cola (uma novidade na época), que, num plano fixo, médio, vai sendo retirada, uma a uma, e dada a cada um dos seus familiares. De repente, sai um Crush e ele grita: SCHLEMMER! E sua imagem é congelada. Sátira devastadora, com um Wilder inspiradíssimo e um elenco em uníssono, Cagney à frente, é claro. Dou aqui, de mãos beijadas, para os leitores deste vibrante e esdrúxulo blog, dialético, ético e atlético, o trailer deste diamante em preto e branco e cinemascope que se chama One, two, three (o título, penso, é a contagem das latas quando são retiradas da máquina). A ver obrigatoriamente.


Um comentário:

Jonga Olivieri disse...

Pamela Tifinn, 1942. Ainda uma jovenzinha frente à Stella Stevens e à nossa "La Cardinale", o sorriso lindo, puro, angelical... do "diabo himself".
Pois eu sempre digo pro meu filho que teve a infelicidade de abraçar as causas cristãs que eu não acredito em Javé, Jeová (Ninguém sabe, ao certo, como se pronuncia “YHVH”, o tetragrama, designação das quatro consoantes que compõem o nome do deus de Israel) ou seja lá o nome que dão àquele (*) , mas no diabo, ah, neste eu acredito. Piamente. E, pode crer não é um mau cara.
Lembro-me que antigamente eu dizia que quando morresse queria ir para o inferno porque lá eu ia encontrar um bando de gostosas, pecadoras que me proporcionariam uma eternidade de prazeres, coisa que não aconteceria no “céu” (heaven) onde só tem gente chata! Já pernsou em viver para todo o sempre com uma Joana D’Arc? Ou com uma Madre teresa de Calcutá?
Mas é isso aí. Grande filme, grande diretor, grande Pamela...