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quarta-feira, 23 de abril de 2008

7 homens e um destino

No alvorecer dos anos sessenta, um western aventureiro encantou a todos os cinéfilos (e, naquela época, todos os cinéfilos que se prezassem admiravam o gênero americano por excelência, segundo a definição de André Bazin. E este western, dirigido pelo competente John Sturges (Duelo de titãs, Sem lei e sem alma...) era Sete homens e um destino (The magnificent seven). Quem o viu em cinemascope, e naquele cinemascope especial do cinema Guarany em Salvador, nunca mais o tirou da memória.Adaptação do clássico Os sete samurais, de Akira Kurosawa (outra versão para o western de um Kurosawa, Yojimbo, foi feita por Martin Ritt em Quatro destinos, com Paul Newman, filme pouco visto e ainda mais pouco citado ou lembrado), Sete homens e um destino se constituiu num sucesso e foi, por anos, sendo reprisado nos cinemas. Um assassino (Eli Wallach) e seu bando perturbam e roubam uma aldeia de pobres camponeses mexicanos. Um grupo deles, orientado pelo guia da comunidade, resolve procurar pistoleiros hábeis que os defendam. Yul Brynner é contratado e fica a cargo de procurar os outros. A busca de Brynner para encontrar os demais homens já é, por si, um espetáculo à parte. O primeiro que aceita é Steve McQueen, e, na sua peregrinação, vai escolhendo os mais qualificados: Charles Bronson, ainda desconhecido do grande público, James Coburn, um atirador de facas, Robert Vaughn, pistoleiro almofadinha e cheio de traumas, Brad Dexter, Horst Buchholz (Chico), ator alemão que com este filme despontou para o estrelato, um rapaz que luta para entrar no grupo ainda que sem a experiêncioa dos demais. Sturges dirige o filme com um dinamismo surpreendente, a suscitar, em cada momento, emoção e doses de ironia - aquela ironia próprias dos homens dos westerns. Fotografado por Walter Lang, tem uma partitura que ficou nos ouvidos cinéfilos para sempre de autoria de Elmer Bernstein. Tem em DVD e deve ser procurado, pois uma beleza como espetáculo cinematográfico.

Um comentário:

Jonga Olivieri disse...

Difícil mesmo dizer qual o melhor 'western' de todos os tempos, mas indubtavelmente "Magnifcent seven" está entre eles...