Total de visualizações de página

Seguidores

quarta-feira, 29 de abril de 2009

"Papai precisa casar", de Vincente Minnelli

Papai precisa casar (The courtship of Eddie's father, 1962), do grande Vincente Minnelli (do qual sou admirador confesso e sistemático) é uma comédia sofisticada e um belo retrato da sociedade americana de início dos anos 60. O mais importante, porém, é a sua graça, seu engenho e sua arte, graças ao talento direcional de Minnelli. Obra difícil de ser encontrada em DVD (talvez possível para quem baixa filmes na internet). O que se poderia dizer deste filme? Que é uma comédia deliciosa, com classe, envolvência e fluência. No elenco, Glenn Ford, Shirley Jones, Stella Stevens, Dina Merryl e Ronny (Ron) Howard. Ford é um viúvo cujo filho insiste em que ele se case e fica com um belíssimo leque de opções no que tange a feminilidade: Stevens, Merryl e Jones.Com qual destas três ele vai ficar? Trailer original da época (aliás, hoje, já não se faz trailers decentes).


sexta-feira, 27 de março de 2009

"Um pijama para dois"

Um dos mais fascinantes números musicais de toda a história do cinema é este aqui de Um pijama paqra dois (Pajame game, 1957), de Stanley Donen, com a extraordinária Carol Haney.


sábado, 14 de março de 2009

O genial Jerry Lewis

Há gênio em Jerry Lewis, apesar de tão incompreendido. Esta sequência de O terror das mulheres (The ladie's man, 1961) é, nada mais, nada menos, que uma obra-prima.

Três momentos assinados por Claude Lelouch

Três momentos encantadores de O homem que eu amo (L'homme que je plaît, 1969), de Claude Lelouch, com Jean-Paul Belmondo (que na cena do avião repete os tiques de seu personagem, Michel Poiccard, em Acossado (A bout de souffle), de Jean-Luc Godard) e Annie Girardot (atriz francesa de grande força expressiva, inesquecível como a Nádia de Rocco e seus irmãos/Rocco i suoi fratelli, de Visconti). Lelouch é muito esnobado pela crítica rabugenta (e imbecil), mas me proporcionou momentos de grande emoção através de seus filmes. Há, inclusive, alguns que são obras refinadíssimas, a exemplo de Um homem como poucos (Le voyou, 1973), com Jean-Louis Trintgnant, Il y a des jours et des lunes, entre muitas outras. A partitura, como sempre, é de autoria de Francis Lai. Pena que não possa rever seus filmes porque poucos os distribuídos, no Brasil, em DVD. Gostaria de comprar a coleção completa.



quarta-feira, 4 de março de 2009

"Les miserables" by Claude Lelouch

Foi uma surpresa a visaõ de Os miseráveis (Les miserables, 1994), de Claude Lelouch, numa versão livre e adaptada aos tempos da Segunda Guerra Mundial. Jean-Paul Belmondo, o Michel Poiccard inesquecível de Acossado (A bout de souffle), faz o personagem principal. O filme, apesar de longo, é encantador, queiram ou não os inúmeros detratores de Claude Lelouch, um poeta do cinema.


sábado, 7 de fevereiro de 2009

"A Bout de Souffle"

Acossado (A bout de souffle, 1959), primeiro filme de Jean-Luc Godard (e provavelmente a sua obra-prima), detonou a Nouvelle Vague, que, neste 2009, está a completar 50 anos de existência. É uma obra essencial para a evolução da linguagem cinematográfica, um filme divisor-de-água. Jean-Paul Belmondo, como o anti-herói Michel Poiccard, inagura, com sueuambivalente personagem, a estética do feio-bonito, e Jean Seberg é um capítulo à parte na generosidade de sua beleza e de seu jeito de ser. Vamos ver quatro minutos da sequência na qual os dois conversam num pequeno quarto de hotel. Uma pequena obra-prima dentro de outra obra-prima, que é A bout de souffle.


segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

"O rato que ruge"

Difícil se ver hoje uma comédia tão talentosa como O rato que ruge ( The mouse that roared, 1959), de Jack Arnold (realizador notável: O incrível homem que encolheu, entre outros). E mais: filme que desapareceu de circulação e não se pode encontrá-lo em DVD nem pode ser visto nas grades programativas das televisões a cabo ou por assinatura. Mas a memória o guardou como uma comédia de rara inteligência, de profunda ironia, plena de gags inteligentes. A dificuldade em encontrá-lo parece que é devido a problemas de distribuição, porque filme oriundo da Inglaterra, embora distribuído para o mundo pela americana Columbia.
O rato que ruge mostra como um pequeno país em grave crise financeira declara guerra aos Estados Unidos. Os seus dirigentes raciocinam da seguinte maneira: como perderão a guerra, destroçados, o país receberá ajuda internacional para se reerguer, e, com isso, todos os seus problemas financeiros estarão sanados. Vê-se logo o sui generis da base do argumento. Vinte homens armados de arco e flecha pegam uma barcaça e chegam aos Estados Unidos. Mas surge um problema que não estava nos planos estratégicos: eles ganham a guerra.
Com o impagável Peter Sellers (já antecipando seus variados papéis em Dr. Fantástico, pois faz aqui a Grã-Duquesa, o primeiro-ministro e mais dois personagens), Jean Seberg (que neste mesmo ano, 1959, se tornaria eterna como a Patricia de Acossado/A bout de souffle, de Jean Luc Godard), Leo McKern, entre outros notáveis do cinema inglês.


Quem sou eu