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sexta-feira, 27 de março de 2009

"Um pijama para dois"

Um dos mais fascinantes números musicais de toda a história do cinema é este aqui de Um pijama paqra dois (Pajame game, 1957), de Stanley Donen, com a extraordinária Carol Haney.


sábado, 14 de março de 2009

O genial Jerry Lewis

Há gênio em Jerry Lewis, apesar de tão incompreendido. Esta sequência de O terror das mulheres (The ladie's man, 1961) é, nada mais, nada menos, que uma obra-prima.

Três momentos assinados por Claude Lelouch

Três momentos encantadores de O homem que eu amo (L'homme que je plaît, 1969), de Claude Lelouch, com Jean-Paul Belmondo (que na cena do avião repete os tiques de seu personagem, Michel Poiccard, em Acossado (A bout de souffle), de Jean-Luc Godard) e Annie Girardot (atriz francesa de grande força expressiva, inesquecível como a Nádia de Rocco e seus irmãos/Rocco i suoi fratelli, de Visconti). Lelouch é muito esnobado pela crítica rabugenta (e imbecil), mas me proporcionou momentos de grande emoção através de seus filmes. Há, inclusive, alguns que são obras refinadíssimas, a exemplo de Um homem como poucos (Le voyou, 1973), com Jean-Louis Trintgnant, Il y a des jours et des lunes, entre muitas outras. A partitura, como sempre, é de autoria de Francis Lai. Pena que não possa rever seus filmes porque poucos os distribuídos, no Brasil, em DVD. Gostaria de comprar a coleção completa.



quarta-feira, 4 de março de 2009

"Les miserables" by Claude Lelouch

Foi uma surpresa a visaõ de Os miseráveis (Les miserables, 1994), de Claude Lelouch, numa versão livre e adaptada aos tempos da Segunda Guerra Mundial. Jean-Paul Belmondo, o Michel Poiccard inesquecível de Acossado (A bout de souffle), faz o personagem principal. O filme, apesar de longo, é encantador, queiram ou não os inúmeros detratores de Claude Lelouch, um poeta do cinema.


sábado, 7 de fevereiro de 2009

"A Bout de Souffle"

Acossado (A bout de souffle, 1959), primeiro filme de Jean-Luc Godard (e provavelmente a sua obra-prima), detonou a Nouvelle Vague, que, neste 2009, está a completar 50 anos de existência. É uma obra essencial para a evolução da linguagem cinematográfica, um filme divisor-de-água. Jean-Paul Belmondo, como o anti-herói Michel Poiccard, inagura, com sueuambivalente personagem, a estética do feio-bonito, e Jean Seberg é um capítulo à parte na generosidade de sua beleza e de seu jeito de ser. Vamos ver quatro minutos da sequência na qual os dois conversam num pequeno quarto de hotel. Uma pequena obra-prima dentro de outra obra-prima, que é A bout de souffle.


segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

"O rato que ruge"

Difícil se ver hoje uma comédia tão talentosa como O rato que ruge ( The mouse that roared, 1959), de Jack Arnold (realizador notável: O incrível homem que encolheu, entre outros). E mais: filme que desapareceu de circulação e não se pode encontrá-lo em DVD nem pode ser visto nas grades programativas das televisões a cabo ou por assinatura. Mas a memória o guardou como uma comédia de rara inteligência, de profunda ironia, plena de gags inteligentes. A dificuldade em encontrá-lo parece que é devido a problemas de distribuição, porque filme oriundo da Inglaterra, embora distribuído para o mundo pela americana Columbia.
O rato que ruge mostra como um pequeno país em grave crise financeira declara guerra aos Estados Unidos. Os seus dirigentes raciocinam da seguinte maneira: como perderão a guerra, destroçados, o país receberá ajuda internacional para se reerguer, e, com isso, todos os seus problemas financeiros estarão sanados. Vê-se logo o sui generis da base do argumento. Vinte homens armados de arco e flecha pegam uma barcaça e chegam aos Estados Unidos. Mas surge um problema que não estava nos planos estratégicos: eles ganham a guerra.
Com o impagável Peter Sellers (já antecipando seus variados papéis em Dr. Fantástico, pois faz aqui a Grã-Duquesa, o primeiro-ministro e mais dois personagens), Jean Seberg (que neste mesmo ano, 1959, se tornaria eterna como a Patricia de Acossado/A bout de souffle, de Jean Luc Godard), Leo McKern, entre outros notáveis do cinema inglês.


terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Temas de "Viver por viver", de Claude Lelouch

Momentos de um filme que exerce um encantamento particular no espectador, este Viver por viver (Vivre pour Vivre, 1967), de Claude Lelouch, cineasta francês incompreendido e que a crítica gosta de menosprezar, mas não se pode fechar os olhos diante de Un homme...une femme, Os miseráveis, Um homem como poucos (Le vouyou, este um dos melhores exemplos de seu imenso talento), O homem que eu amo (Un homme qui me plait), Dias de Lua Cheia (Il y a des jours e des lunes), entre tantos outros. Lelouch é um poeta. Creio que basta!




quarta-feira, 29 de outubro de 2008

"A mulher do tenente francês"

A mulher do tenente francês (The french lieutenant's woman, 1991) parece que foi para a vala comum do esquecimento. O que é um absurdo, pois um filme muito bom, uma obra que reflete, com especial engenho e arte, o processo da criação cinematográfica. Quem frequentou cinema na década de 60 deve estar lembrado de Karel Reiz, diretor inglês que fez parte do Free Cinema, a renovação do cinema britânico (uma espécie de Nouvelle Vague inglesa). Reiz revelou para o mundo o talento de Albert Finney em Tudo começou num sábado (Saturday night and sunday morning, 1960), um filme sobre a classe operária da Inglaterra, filmado in loco. Finney despontaria com estridência em Tom Jones, de Tony Richardson (outro renovador dos alicerces acadêmicos da escola inglesa ao lado de Reisz, John Schlesinger, Lindsay Anderson, entre outros). Em The french lieutenant's woman temos dois grandes intérpretes nesta obra de singularidade e talento: a extraordinária Meryl Streep e o fleugmático Jeromy Irons (maiores informações sobre o filme no meu blog: http://setarosblog.blogspot.com). Vejam o trailer:


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