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domingo, 29 de maio de 2011

"Shane": clássico e eterno

Shane, de George Stevens, western clássico, realizado em 1953, provocou imenso impacto naqueles que o viram nos anos 50. Dirigido pelo perfeccionista George Stevens, Shane foi chamado, no Brasil, de Os brutos também amam. O western, o cinema americano por excelência, na definição do crítico André Bazin, estava então no seu auge, mais maduro, incorporando a seus temas problemas psicológicos (Um de nós morrerá, de Arthur Penn), paráfrases ao maccarthismo (Conspiração do silêncio, de John Sturges) etc. Shane, porém, é um western com espírito clássico. O saudoso crítico Paulo Perdigão tinha por Shane quase uma obsessão. Viu-o mais de 100 vezes e, não se contentando com isso, viajou aos Estados Unidos para entrevistar George Stevens para a revista Filme/Cultura. A princípio arredio, Stevens, com o desdobramento da conversa, ficou impressionado com a erudição de Perdigão e, ao final da entrevista, disse-lhe: "Você conhece o filme mais do que eu"


sexta-feira, 20 de maio de 2011

Quanto mais quente melhor

Quanto mais quente melhor (Some like it hot, 1959), de Billy Wilder, é uma comédia inspiradíssima. O diretor faria, ano seguinte, o extraordinário Se meu apartamento falasse (The apartment), com o mesmo Jack Lemmon, um de seus atores preferidos.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Homenagem a Mario Monicelli

Um momento precioso de Os eternos desconhecidos (I soliti ignoti, 1958), de Mario Monicelli, que morreu hoje, 30 de novembro, aos 95 anos.


domingo, 14 de novembro de 2010

Viagem à Bahia

O cineasta David Barouh faz, aqui, uma viagem pelos caminhos tortuosos de Salvador, capital da Bahia, com sua câmera que investiga a paisagem para nos oferecer um panorama da Soterópolis.


sexta-feira, 2 de julho de 2010

Grande comédia: "Victor/Vitoria", de Blake Edwards

A última grande comédia vinda do cinema americano: Victor/Vitoria, do grande Blake Edwards, com Julie Andrews e James Gardner.


domingo, 9 de maio de 2010

Frank Tashlin: um comediógrafo de gênio

A comédia americana já teve seu apogeu com diretores como Frank Tashlin, Billy Wilder, Jerry Lewis, Preston Sturges, Howard Hawks, entre tantos outros. Os grandes comediógrafos morreram ou se aposentaram. Praticamente não resta mais nada, salvo algumas exceções que sempre fogem à regra. Frank Tashlin é um nome a considerar e, mais que isso, a se reverenciar. Deu as ferramentas para Jerry Lewis se tornar um gênio nos filmes que dirigiu. Veja abaixo o vídeo de O terror das mulheres (The ladie's man, 1961). Neste que apresento, Sabes o que quero (The girl can't help it, 1956), Tashlin brinca com a metalinguagem avant la lettre. Tashlin é Tashlin. A configuração do vídeo está deformada e não apresenta a lateral direita de quem vê.


domingo, 18 de abril de 2010

"O Terror das Mulheres", de Jerry Lewis

O Terror das Mulheres (The Ladie's Man, 1961), de Jerry Lewis, é um dos momentos mais alucinantes do cinema americano da década de 60. Incompreendido pela crítica grave e tonta, mas exaltado por Godard, Truffaut, Rohmer, Bogdanovich, Andrew Sarris, entre outros notáveis, o filme está à disposição, para quem quiser ver uma obra-prima, nas melhores locadoras do país. Para aqueles que fazem vista grossa ou olham de esguelha para Lewis, que a terra lhes seja leve!


segunda-feira, 29 de março de 2010

A condição hamletiana de jurado

Na Cena, programa televisivo de Raul Moreira e Cassio Sader, fez uma entrevista comigo na Mostra Tiradentes 2010. De camisa vermelha, num dia de descanso, sem filmes para ver, tinha tomado uma e outras para espraiecer. Já de camisa preta, estou sóbrio e comento sobre a condição hamletiana de jurado de um evento cinematográfico. Sempre com chave irônica, contudo. A ver.


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