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segunda-feira, 29 de março de 2010

A condição hamletiana de jurado

Na Cena, programa televisivo de Raul Moreira e Cassio Sader, fez uma entrevista comigo na Mostra Tiradentes 2010. De camisa vermelha, num dia de descanso, sem filmes para ver, tinha tomado uma e outras para espraiecer. Já de camisa preta, estou sóbrio e comento sobre a condição hamletiana de jurado de um evento cinematográfico. Sempre com chave irônica, contudo. A ver.


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

"A Espera", de Scott Bankert, com Ludmila Olivieri

Exercício de cinema, A Espera, de Scott Bankert, é um filme que vem a servir de exemplo para todos aqueles que, aspirantes a cineastas, pensam que filmar é simplesmente pegar a câmera e sair por aí de maneira atabalhoada. A Espera tem ritmo, tensão, bons enquadramentos e um final bem bolado. Claro, não se trata de nenhuma obra-prima, mas, como já foi dito, de um exercício. E, neste particular, é um belo trabalho. Além do mais conta com a participação de Ludmila Olivieri, cujo talento como atriz é inegável. E vamos vê-lo logo.


sábado, 23 de janeiro de 2010

"Amor na tarde", de Billy Wilder

O que mais dizer de Billy Wilder senão que era um realizador cinematográfico de extrema competência e poesia? Wilder sabia, como poucos cineastas o sabem, concluir seus filmes com impacto, ironia e beleza. Como é o caso deste vídeo aqui colocado, que apresenta o desenlace de Amor na tarde (Love in afternoon, 1957), quando Audrey Hepburn, bela, fina, uma beleza de mulher, apaixonada por Gary Cooper, quase o suplica para que ele a leve no trem. Cooper, homem mais velho do que ela, morreria dois ou três anos depois ainda em plena idade. Love in afternoon mostra como Wilder sabia fazer uma obra cheia e romantismo e, nem por isso, destituída de beleza e encanto (ou, mesmo, por causa disso). Há uma emoção que emana do gesto derradeiro de Cooper, quando cede, afinal, aos apelos da amada. Wilder estava em momento de glória neste período, fins dos anos 50, quando faria, pouco depois, Quanto mais quente melhor (Some like it hot, 1959) e, talvez, a sua obra-prima: Se meu apartamento falasse (1960) e o cáustico, demolidor e envolvente Cupido não tem bandeira (One, two, three, 1961).


sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

"O Fofoqueiro" ("The big mother"), de Jerry Lewis

Não resta dúvida que o tempo foi cruel com este filme de Jerry Lewis, uma demonstração expressa de talento e criatividade, de non sense. O filme se chamou no Brasil O fofoqueiro (The big mother, 1967), mas anda desaparecido. É uma comédia de gênio.


sábado, 10 de outubro de 2009

"Positivamente Millie", de Roy Hill, com Julie Andrews

Aqui uma beleza de apresentação dos créditos antes precedida por um pequeno prólogo. Trata-se de Positivamente Millie, de George Roy Hill, com a esfuziante Julie Andrews, realizado em 1967 e que, nos cinemas, naquela época, foi exibido na bitola gigantesca de 70mm. Veja meu comentário em meu outro blog: http://setarosblog.blogspot.com


quarta-feira, 2 de setembro de 2009

sábado, 29 de agosto de 2009

"Avanti! - Amantes à italaina", de Billy Wilder

Avanti!, comédia crepuscular de Billy Wilder realizada em 1973, com Jack Lemmon e Patricia Mills, é um dos grandes momentos da arte wilderiana. Veja aqui o trailer. No Brasil, recebeu, acoplado ao título original, um Amantes à italiana.


quarta-feira, 17 de junho de 2009

"A Roda da Fortuna", de Vincente Minnelli

Momento de puro encantamento este número (Café dos ossos) de The Band Wagon (A Roda da Fortuna, 1953), de Vincente Minnelli, com dois dançarinos no auge de sua arte: Fred Astaire e Cyd Charisse sob a primorosa direção de um estilistica admirável do cinema americano. Minnelli introduziu em Hollywood um novo conceito para o filmusical a partir de sua chegada, vindo da Broadway, no começo dos anos 40, incorporanto a música e as danças como partes integrantes da ação dramática. Entre duas jóias raras, como A Roda da Fortuna e Cantando na chuva, talvez fique com o primeiro como o melhor musical de todos os tempos.


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